domingo, 18 de outubro de 2009
ATÉ QUANDO??
DIA TERRÍVEL!
Hoje não só a cidade do Rio de Janeiro, não só o Estado do Rio, não só a PMERJ, mas milhões de pessoas de vários locais do mundo, tomaram conhecimento do fato trágico ocorrido com nossos amigos do GAM (Grupamento Aéreo Marítimo). Desde que fiquei sabendo, por volta de dez da manhã, sai de casa e fui pro GAM com meu marido acompanhar os fatos de perto, e vê se eu poderia ser útil em alguma coisa. Graças a Deus pude ajudar a Ten. Roberta e a Ten. Rhaddour receber as famílias dos POLICIAIS MORTOS E FERIDOS no doloroso episódio. É impressionante como achamos força pra tentar acalmar, acalentar, amenizar o sofrimento das famílias e amigos, pois como amigos ou não, sofremos, e temos vontade de gritar o nosso sofrimento, a nossa dor. Perdemos dois JOVENS POLICIAIS, um recém casado, e outro com uma filhinha que vai completar um aninho, e já sem pai. É doído, toca na alma você olhar aquela criança apontando com o dedinho para aquela aeronave em que seu pai HERÓI, deu a vida por nós. É inexplicável escutar daquela criança, que mal consegue falar, balbuciar a palavra ACABOU. Pode parecer loucura, devaneio, mas escutei isso. Me arrepia até agora lembrar. Talvez pelo fato de aquela menininha frágil estar agarrada a mãe todo o tempo, e escutando os adultos por perto pronunciarem que “ACABOU” ela também o fez.
Vidas foram drasticamente afetadas como a do CB. Patrício que se encontra lutando pela vida, com quase 95% do corpo queimado e só um milagre pode salvá-lo. Daniele, sua esposa retornou do hospital pra casa, com aquele pingo de esperança que pode ter alguém, em uma circunstancia como essa!
É triste ver homens fardados, que dão a vida por nós, chorarem como crianças precisando de colo, ao verem chegar na sua UNIDADE os destroços daquela aeronave. Combatentes foram abatidos, metralhados, cumprindo sua difícil missão, arriscando suas vidas e em reconhecimento, recebem um salário miserável! É triste saber que podemos ter uma melhor qualidade de vida, mas que os que deveriam nos proporcionar isso, NOS IGNORAM. É triste ver, que nós mesmos nos ignoramos, pois nos calamos, e aceitamos os nossos direitos em não ter direitos. É TRISTE SERMOS COVARDES E NÃO LUTARMOS POR NOSSA OMBRIDADE E DECÊNCIA!
Até quando vamos ficar de braços cruzados esperando que alguém faça por nós, o que deveríamos fazer, REIVINDICAR?
Bom, por hoje fiz a minha parte, tentei dar um ombro a quem precisava, tentei ser solidária, tentei não deixar as lagrimas rolarem, pois precisava ser forte. Passei mais de 7 horas dentro do GAM, até ver ir embora o ultimo familiar daqueles POLICIAIS, amados e queridos por muitos. Muitos desses seus colegas, companheiros ou não de escala, ao saberem do fato, se dirigiram para a Unidade para serem solidários uns com os outros. Obrigada amigos pelo apoio que oferecem a seus companheiros, as famílias, pois é de pessoas como vocês que a PMERJ precisa, HOMENS DE MORAL, HOMENS DE BRIO!! Agora, após fazer “o meu pouquinho”, gostaria de dormir, pois sei que virão outros compromissos amanhã, mas não o farei, pois meu marido, aquele que também foi muito útil nas horas difíceis, saiu pra SEGURANÇA, e só voltara depois que seu patrão liberar, após a festa acabar.
Não é quem o contratou para fazer a segurança que é o culpado disso, e sim quem não nos oferece "A SEGURANÇA QUE PRECISAMOS".
A MINHA ALMA NÃO FICARA LAVADA COM ESSE DESABAFO!!
MÁRCIA MACHADO
Hoje não só a cidade do Rio de Janeiro, não só o Estado do Rio, não só a PMERJ, mas milhões de pessoas de vários locais do mundo, tomaram conhecimento do fato trágico ocorrido com nossos amigos do GAM (Grupamento Aéreo Marítimo). Desde que fiquei sabendo, por volta de dez da manhã, sai de casa e fui pro GAM com meu marido acompanhar os fatos de perto, e vê se eu poderia ser útil em alguma coisa. Graças a Deus pude ajudar a Ten. Roberta e a Ten. Rhaddour receber as famílias dos POLICIAIS MORTOS E FERIDOS no doloroso episódio. É impressionante como achamos força pra tentar acalmar, acalentar, amenizar o sofrimento das famílias e amigos, pois como amigos ou não, sofremos, e temos vontade de gritar o nosso sofrimento, a nossa dor. Perdemos dois JOVENS POLICIAIS, um recém casado, e outro com uma filhinha que vai completar um aninho, e já sem pai. É doído, toca na alma você olhar aquela criança apontando com o dedinho para aquela aeronave em que seu pai HERÓI, deu a vida por nós. É inexplicável escutar daquela criança, que mal consegue falar, balbuciar a palavra ACABOU. Pode parecer loucura, devaneio, mas escutei isso. Me arrepia até agora lembrar. Talvez pelo fato de aquela menininha frágil estar agarrada a mãe todo o tempo, e escutando os adultos por perto pronunciarem que “ACABOU” ela também o fez.
Vidas foram drasticamente afetadas como a do CB. Patrício que se encontra lutando pela vida, com quase 95% do corpo queimado e só um milagre pode salvá-lo. Daniele, sua esposa retornou do hospital pra casa, com aquele pingo de esperança que pode ter alguém, em uma circunstancia como essa!
É triste ver homens fardados, que dão a vida por nós, chorarem como crianças precisando de colo, ao verem chegar na sua UNIDADE os destroços daquela aeronave. Combatentes foram abatidos, metralhados, cumprindo sua difícil missão, arriscando suas vidas e em reconhecimento, recebem um salário miserável! É triste saber que podemos ter uma melhor qualidade de vida, mas que os que deveriam nos proporcionar isso, NOS IGNORAM. É triste ver, que nós mesmos nos ignoramos, pois nos calamos, e aceitamos os nossos direitos em não ter direitos. É TRISTE SERMOS COVARDES E NÃO LUTARMOS POR NOSSA OMBRIDADE E DECÊNCIA!
Até quando vamos ficar de braços cruzados esperando que alguém faça por nós, o que deveríamos fazer, REIVINDICAR?
Bom, por hoje fiz a minha parte, tentei dar um ombro a quem precisava, tentei ser solidária, tentei não deixar as lagrimas rolarem, pois precisava ser forte. Passei mais de 7 horas dentro do GAM, até ver ir embora o ultimo familiar daqueles POLICIAIS, amados e queridos por muitos. Muitos desses seus colegas, companheiros ou não de escala, ao saberem do fato, se dirigiram para a Unidade para serem solidários uns com os outros. Obrigada amigos pelo apoio que oferecem a seus companheiros, as famílias, pois é de pessoas como vocês que a PMERJ precisa, HOMENS DE MORAL, HOMENS DE BRIO!! Agora, após fazer “o meu pouquinho”, gostaria de dormir, pois sei que virão outros compromissos amanhã, mas não o farei, pois meu marido, aquele que também foi muito útil nas horas difíceis, saiu pra SEGURANÇA, e só voltara depois que seu patrão liberar, após a festa acabar.
Não é quem o contratou para fazer a segurança que é o culpado disso, e sim quem não nos oferece "A SEGURANÇA QUE PRECISAMOS".
A MINHA ALMA NÃO FICARA LAVADA COM ESSE DESABAFO!!
MÁRCIA MACHADO
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